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Resultados 1 a 10 de 10
  1. #1
    Usuário de motoneta Avatar de spygtba.
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    Conhecendo Machu Pichu de PCX a partir de SC

    1º Dia, Guaramirim-SC a Rio Grande-RS 806km



    Dia 20 de dezembro de 2014
    Saí de casa as 6:30 com o odômetro marcando 12323km.
    Neste dia foi só alegria, muito sol e estrada boa, em boa parte, na parte da BR-101 que passa pelo litoral gaúcho tem uma parte muito ruim, fez minha bagagem ser lançada no asfalto em um buraco, não estragou nada mas serviu de aviso.
    No fim do dia se armou um chuva então parei e acampei em uma área de reflorestamento de pinus, o melhor lugar para acampar, eram umas 20:30. A chuva cai e ão foi tão forte como se anunciava. Foi uma boa noite de sono.
    Vou ficar devendo fotos pois a câmera estragou.
    O dia terminou em Rio Grande-RS com 806km rodados.
    2º dia Rio Grande-RS Punta del este-UR 506km



    Dia 21 de dezembro de 2014
    Este dia começou com chuva, assim como toda a noite, a barraca segurou bem a chuva, não estrou água. A capa da Alba que comprei para ser a "melhor" não segurou a aguá e o vento que peguei. Vento lateral com muita chuva, imagina la pelas bandas do Ushuaia que tem vento e chuva e ainda é bem frio... Eu estarei fu..., viajar e sentir frio, e estar seco é uma coisa agora molhado e ainda com frio, ai já será demais.
    Acordei as 7:30 desmontei acampamento e fui pra estrada. Chegando a Rio Grande abasteci e perguntei pelos horários da balsa, eram 8:30, a próxima sairia as 10:00, então o frentista me disse que motos poderia ir na barca de passageiros que sairia as 9:00, ja fiquei feliz, fui lá e coloquei a moto na barca, custou R$7,00 a travessia é de 30 minutos. Desembarquei e fui em direção a o Chui debaixo de chuva.



    Balsa de Rio Grande



    Praça de Rio Grande



    A estação ecológica do Taim é um lugar muito bonito, até os carros que passam por lá.



    Divisa Brasil-Uruguai

    A chuva deu uma trégua de uma hora e pouco antes do Chuí veio uma tromba d´água com muito vento e frio, talvez era pra eu ir testando como será la pra baixo, fiz a aduana, foi rápido, e segui até uns 30km antes de Punta del Este, montei minha barraca em uma plantação de eucalistos, e assim terminou este dia por volta das 20:30 com 506km rodados.

    3º dia Punta del Este-UR a Mercedes-UR 550km





    Dia 22 de dezembro de 2014

    Depois do dia anterior inteiro debaixo de chuva, este parecia que não seria diferente, pois já começou garoando, desmontei a barraca e peguei a estrada, nada de chuva e assim foi todo o dia, na chegada a Punta del Este e deu uma dor de barriga, não sei se daria tempo de achar um posto pra ir ao banheiro, pra minha sorte no meio do nada tinha um banheiro químico, parece que tinha caído do céu pra mim.
    Depois de feito o serviço fui conhecer Punta, agora com calma, uma cidade muito bonita, uma mistura de Balneário Camboriu e Jurerê internacional, dei uns roles por lá e fui pra Montevidéu.



    Hotel em Montevidéu



    Palácio Legislativo de Montevidéu



    Praça Independência em Montevidéu



    Praça Independência em Montevidéu



    Acampamento 50 km antes de Mercedez

    Visitei o que eu queria visitar e segui viajem rumo a Fray Bentos pela Ruta 3 até pegar a 55, ali começou o meu teste e da moto, uma estrada asfaltada porem pior que as brasileiras ruins, partes tinha asfalto, partes era barro com pedra e tudo isso no fim de um dia cansativo, minha coluna já um pouco dolorida ficou pior ainda, tudo graças ao amortecedor da PCX que passa pra gente tudo que tem na estrada, muito pior que o da Biz, também eu não poderia esperar que fosse diferente, ela é uma moto de uso urbano. Comecei a pensar no rípio da ruta 3 que leva ao Ushuaia e no da Carretera Austral, ai lembrei do vento e chuva e do frio e da bos... da capa que passa água. Ai comecei a pensar e ponderar o que eu poderia fazer; Poderia ir assim mesmo e pagar todos os pecados, que cometi e os que não cometi ainda, nesta viajem. Poderia ir até Buenos Aires pra não perder a viajem e voltar pra casa e passar a virada no RJ, depois de muito pensar lembrei de Machu Picchu, já tinha estudado tudo a respeito, tinha os mapas no GPS, porém estou sem a carteirinha de vacinação, mas u professor meu foi pra lá de avião e não pediram pra ele a carteirinha. Então vou até a fronteira se der pra entrar eu entro, se não der eu fico no Chile uns dias, parece que terá o Rally Dakar por lá no inicio de janeiro. Então que seja assim, o fim do mundo fica adiado e que venha o Peru.
    Este dia terminei com uns 550km rodados a 50 km de Mercedes-Ur
    Fico devendo as fotos de Punta de Leste, a câmera que tinha comprado para esta viajem, que era pra ser boa estragou quando eu estava saindo de Punta del Este, então fotos somente do celular o resto da viajem.
    4º dia Mercedes-Ur a Buenos Aires-Ar 600km




    Dia 23 de dezembro de 2014

    Acordei as 8:30, desmontei a barraca e segui pela Ruta 55 por mais uns 15km de buracos e depois segui para a aduana de Fray Bentos, fiz a entrada na argentina e segui até Gualegauychu tentei em vários lugares fazer cambio mas foi difícil, até que achei uma seguradora que me fez a 9 pesos por dólar, troquei 50 porque sabia que conseguiria cambio melhor em Buenos Aires. Segui viajem até perto da capital, onde parei para comer uma parrilla, pedi uma parrilla com um pouco de cada coisa, se arrependimento matasse... Veio bonito em uma mini churrasqueira servida sobre a mesa, uns pedaços de carde de boi, carne de frango, linguiça e uns pedaços de tripas(acho que era) e um pedaço de rim eu acho(gosto amargo demais pra ser figado), as tripas, tinha umas maiores e outras menores, tinha alguma coisa dentro, as pequenas eu comi, tinha gosto de ova de peixe frita, já as grandes não tinham gosto de nada, valeu a experiência. Custou caro, 105 pesos com uma coca-cola de 600ml, isso dá 10,5 dólares, convertendo da uns 32 reais.
    Depois disso fui pra capital e andei por lá tudo.






    Casa Rosada - Buenos Aires-Argentina



    Casa Rosada - Buenos Aires-Argentina




    Obelisco - Buenos Aires-Argentina



    Fragata Sarmiento - Buenos Aires-Argentina



    Palácio do Parlamento - Buenos Aires-Argentina
    Estacionando em cima da calçada pra não ser diferente dos outros.




    La Boca - Buenos Aires-Argentina


    La Boca - Buenos Aires-Argentina




    Acampamento com garagem kkk




    Perto da noite sai em direção a ruta 7 que leva a Mendoza e 80 km depois achei um lugar pra acampar. Neste dia foram 600 kilometros rodados.
    Impressões a respeito de Buenos Aires:
    Cidade muito bonita, com um transito parecido com o brasileiro das cidades grandes, uma coisa legal é a faixa para motos nos sinaleiros que permitem aos motociclistas saírem na frente dos carros. A cidade é bem sinalizada quanto as saídas.
    Motos lá podem estacionar nas calçadas se estiver estacionado como no Brasil a polícia implica. O povo de lá, pelo menos comigo, foi simpático.




  2. #2
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    5º dia Buenos Aires a San Luis-Ar 650km




    Dia 24 de dezembro de 2014

    Acordei cedo, umas 7:30 e peguei a estrada, sabia que seria um dia chato pois é praticamente uma reta, sem atrações, nem montanhas ou curvas, por isso poucas fotos.
    Neste dia entrei em uma cidade pra almoçar e não achei lugar para comer, só vendiam pra levar, parei em um desses lugares e comprei meio frango e batatas fritas por 58 pesos, foi difícil dar conta.
    Neste dia acampei a 50 km de San Luis - Ar com 650km rodados no dia.

    Almoço na estrada



    É reta pra não acabar mais, entediante.



    Nem lembro onde era, mas era bonito.


    Final de dia, ótimo lugar para acampar e 650km rodados no dia.


    6º Dia San Luis-Ar a Los Andes-Ch 575km






    Dia 25 de dezembro de 2014


    Acordei cedo novamente, umas 7:30, segui para um dia melhor que o anterior, iria cruzar a cordilheira, o que é sempre demais, passei por Mendoza direto sabia que tinha algumas coisas pra se ver lá mas como nunca tinha lido a respeito, não quis perder tempo. Comecei a subir a cordilheira e não tem como descrever, tudo muito lido, a cada curva um clique.

    Escultura em uma das praças de pedágio da ruta 7 apos Mendoza


    Capelinha da Difunta Corrêa, tem varias por todas as rodovias da Argentina.


    Monumento na entrada de Mendoza


    Chegando na cordilheira depois de vários dias sem ver um morro sequer.


    Represa perto de Mendoza


    Represa perto de Mendoza


    Um dos vários túneis na cordilheira - Ruta 7 - Mendoza



    Litros de água para Difunta Corrêa, nunca tinha visto tantos.

    Em Uspallata comprei meu almoço, frango com batata frita pra levar, segui até um ponte e parei, fui comer debaixo dela, o sol estava de rachar.


    Continuei subindo, parei para ver o Aconcágua, entrei no parque e fui até o mirante, mas estava encoberto, pela rodovia eu via ele e chego lá estava encoberto, só podia ser brincadeira. Antes fui ver a Ponte del Inca.








    Depois cheguei ate a entrada do túnel Cristo Redentor a 3185 metros de altitude, deixei ela de lado e subi por uma estrada antiga de rípio que leva a uns 4000 metros de altitude, lá estava até nevando, ralo mas tava, muito frio. Achava que teria que voltar de lá e passar pelo túnel, mas podia descer para o Chile pelo outro lado, assim economizei o pedágio do túnel, e aproveitei a bela vista da descida, foram 18km de ripio.



    Subida do Paso Los Libertadores por estrada ripiada.


    Subida do Passo Los Libertadores por estrada de rípio.




    Subida do Passo Los Libertadores por estrada de rípio.




    Subida do Passo Los Libertadores por estrada ripiada. Os pontinhos branco na fotos era neve caindo.





    O que sobrou do inverno.


    Paso Los Libertadores



    Descida do Paso Los Libertadores por estrada ripiada no lado chileno.




    Proteção conta avalanches e deslizamentos no lado Chileno.



    Los Caracoles, um sonho de muito tempo realizado.



    Acampamento tranquilo.


    Depois peguei a ruta novamente e fui até a aduana, lá descobri que o pessoal que fez minha entrada na Argentina esqueceu de fazer a entrada da moto, então foi uma hora perdida preenchendo papel e os cara perguntando uns para os outros o que fazer até que sai de lá para ver os Caracoles.
    Comecei a descer e cheguei a eles, tirei as fotos e continuei descendo, ja estava escurecendo. Achei um lugar na beira de um rio e montei a barraca, já eram 22:00 pelo horário de Brasilia. Neste dia foram 575km rodados

  3. #3
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    8º Dia Soco a Copioapó 486km







    Dia 27 de dezembro de 2014

    Acordei mais tarde hoje, as 8:30 depois de ver os escorpiões debaixo da barraca tomei todo cuidado pra que não levasse nenhum embora e segui até chegar em La Serena, onde já tinha passado na viajem do ano passado, mas não tinha visto como o centro histórico dela é bonito, as praias não parecem ser lá aquelas coisas.

    Centro histórico de La Serena

    Centro histórico de La Serena



    Centro histórico de La Serena



    Centro histórico de La Serena


    Posto as margens da Ruta 5, neste posto tinha um pé de ameixa carregado, saí de lá com a barrigas redonda de tanto que comi.





    Depois de passear por lá, peguei a estrada, parei na ruta 5 em uma estacão de apoio aos usuários, tomei um banho e segui ate as 21:30 e achei um lugar pra acampar na beira da ruta, porem que não podia ser visto dela.



    Paradinha para um banho, estrada pedagiada aqui tem estes postos de apoio aos motoristas, tudo 0800.



    Lugarzinho da hora 20 km depois de Copiapó


    Neste dia foram 486km rodados.


    9° dia Copiapó a Antofagasta 569km






    Dia 28 de dezembro de 2014

    Como sempre dormi até acordar porque já não estava mais com sono. Hoje foi as 9:30, horário de Brasilia, após desmontar tudo e arrumar tudo na moto peguei a ruta 5 e cheguei a Caldeira, lá em um mercado comprei uns lambiscos e segui viajem até o Zoológico de Piedra, parei para umas fotos:







    Seguindo viajem parei para umas fotos de uma formação "arenosa" interessante que na viajem do ano passado eu pensei em para para fotografar e não parei. É um banco de areia de quando o mar ainda cobria o local que com o tempo a água e o vento esculpiram formando estas forma belas:



    Esta foto foi complicada de tirar. kkk



    Esta formação fica as margens da ruta 5


    Andando mais um pouco me deparei com uma caçambinha sendo levada para alguma mina, fiquei imaginando o tamanho do caminhão:


    Seguindo pela ruta 5 costeando o Oceano Pacífico segui até Chanaral, uma cidadezinha feia a beira mar, de onde a ruta 5 torna a entrar no continente para começar a mostrar o deserto do Atacama como ele realmente é, seco, sem vegetação e pouquíssimo habitado:



    Farol de Chanaral

    Início do deserto do Atacama



    Deserto do Atacama ruta 5





    Deserto do Atacama ruta 5


    Deserto do Atacama ruta 5



    Deserto do Atacama ruta 5, mineradora abandonada.






    Praça de Tal Tal

    Casa de 1800 e poucos a beira mar em Tal Tal

    Praia na Ruta 1 depois de Tal Tal

    Caverna na Ruta 1, passou batida na outra vez que passei por aqui.

    Vista de Paposo subindo a Ruta B-70

    Vista de Paposo subindo a Ruta B-70



    Ruta B-70 entre Paposo e Antofagasta
    Observatório astronômico entre Paposo e Antofagasta



    Agora uma dica importante, quem vai por Tal Tal para e quiser ver a Mano Del Desierto terá que virar à direita quando entra na Ruta 5 e voltar uns 20km até o monumento. No ano passado passei direto para Antofagasta e perdi o monumento, neste ano a mesma coisa, porém perguntei no posto se era pra frente e me avisaram que teria que voltar. Voltei 45km para poder fazer as fotos, como ja erá fim de tarde tive que dormir lá perto. Seguem as fotos:





    Acampamento a uns 5km do monumento, fui dormir contente este dia.
    Neste dia rodei 569km.

  4. #4
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    10° dia Antofagasta a Iquique 522km




    Dia 29 de dezembro de 2014

    Acordei hoje as 9:00 e peguei a ruta em direção a Antofagasta e parei para ver um monumento que foi feito para 3 pessoas que morreram ali, uma moça muito bonita de uns 25 anos, um motociclista de 45 anos e outro cara de 35 anos. Muito bonito o monumento de quem tem dinheiro, muito diferente dos lugares onde morrem pessoas não tão abastadas como podem ver nas fotos abaixo:




    Monumento as 3 pessoas que morreram aqui em 2013(Ricos)


    Aqui as homenagens a pessoas (pobres), em uma curva perigosa descendo pra Antofagasta.

    Outra coisa interessante das estradas chilenas e que tem muitos carros que ficam abandonados depois de acidentes, uns são totalmente depenados outros como o da foto abaixo ficam muito tempo la sem que mexam neles.


    Um Mazda 3 novo, já levaram algumas coisas, mas estava quase inteiro.

    Chegando em Antofagasta fiz alguns registros e depois segui para ver La Portada, que não tinha visto no ano passado. É um lugar que não pode deixar de ser visto, muito bonito.



    Construção Inca em Antofagasta


    Peça antigo do porto em Antofagasta


    Litoral de Antofagasta


    Linda pintura na parede de um prédio em Antofagasta, apenas algumas janelas são de verdade.


    La Portada em Antofagasta

    La Portada em Antofagasta


    Depois de visitar La Portada segui em direção a Iquique, passei pelo trópico de Capricórnio,


    e continuei pela Ruta 1, uma rodovia muito boa e com viaul incrível, muita coisa pra ver

    Construção abandonada em uma antiga vila de pescadores ao que parecia.


    O cemitério da vila


    Isto era a entrada da urna funerária de alguém, provavelmente um dos grandões do lugar, esta tudo abandonado desde 1960.


    Praias ao longo da Ruta 1


    Em Tocopilla parei para almoçar no mercado municipal onde já tinha tomado café da manhã no ano passado. Barato e gostoso foi o almoço, ficou em R$12,00



    Primeiro prato sopa de carne com milho e batata.


    Segundo prato purê de batata e carne de panela


    Depois do almoço segui viajem para Iquique pela Ruta 1 parando bastante para tirar fotos, já que a estrada é muito bonita.




    Olha a loucura que é trabalhar com máquinas no Chile



    Outra construção abandonada na Ruta 1

    Chegando em Iquique o jeito é abastecer novamente, já que de Tocopilla a Iquique são mais de 200km sem posto de gasolina, neste trecho tive que usar o galão que eu vinha trazendo.

    Em Iquique também tem muitas construções antigas, passei por um lugar que tinham varias construções antigas, fiquei com vontade de conhecer com mais calma, porém o sol já estava se pondo e eu não podia ficar, pois não daria pra acampar na cidade.


    Antes de sair eu me garanti em um mercado, lá a batata frita é bem mais barata que no Brasil, os dois sacos de 400g custaram R$12,00. É comida pra alguns dias. kkk


    Vista de Iquique a partir da rodovia que leva a Ruta 5.



    Por do sol no Pacífico


    Acampamento a 30km depois de Iquique
    Neste dia foram 522km rodados.


  5. #5
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    11° dia Iquique-Chile a Moquegua-Peru 547km




    Dia 30 de dezembro de 2014

    Acordei eram 9:00 e fui até Ruta 5 e segui em direção a Arica por um trecho de 330km sem posto de gasolina, pra me garantir no dia anterior eu enchi uma pet de 3l, além dos 4l no galão. Esta parte da Ruta 5 é uma das 10 mais perigosas do mundo, segundo uma reportagem que li em um portal de internet famoso, no caminho pude ver que deve mesmo ser perigosa pelo tanto de homenagens a quem perdeu a vida na ruta e pelo número de carros abandonados após acidentes na ruta.







    Geoglifos na Ruta 5


    A Ruta não perdoa um erro.


    Muito menos os ladrões, o caminhão estava cheirando a novo ainda e foi depenado.


    Perto de Arica tinham estes monumentos, porém não tinha nenhuma placa explicando o que era, fiquei boiando, mas achei muito interessante.



    Única foto da cidade de Arica, não vale a penas fotos a cidade, suja e feia, esta parte é o início da cidade, este vale vai até o mar. A cidade é até que grandinha.


    Abasteci a moto e o galão e fui tomar um suco para depois segui para a aduana, para saber se eu conseguiria entrar sem a carteirinha de vacinação. Chegando lá tive que para poder sair do Chile ir até o segundo piso, em um restaurante, comprar uma ficha para poder dar saída do Chile. Preenchi a ficha e fiz a aduana e segui para a aduana do Peru sem saber se eu entraria ou não.





    Chegando na aduana fui fazer a entrada no país, para minha sorte a carteirinha de vacinação não é mais obrigatória, depois fiz a importação da PCX e segui por uns 5km para fazer o seguro SOAT. A aduana nos dois países me tomou cerca de 1:00 hora.
    Logo após a aduana do Peru tem do lado direito da rodovia uma corretora que vende o SOAT, lá pode se fazer fracionado, por dias. Fiz para uma semana pensando ser suficiente para a minha estadia no Peru. Com o SOAT na mão segui para Tacna para fazer o câmbio do que sobrou de pesos Chilenos e de dólares para Soles. Chegando em Tacna foi um pouco difícil de achar as casas de câmbio, mas encontrei, ficam na rua que passa ao lado da catedral da cidade, uma rua larga com um belo canteiro no meio, paralela a rua que chega na cidade. Fiz o câmbio, ficou R$1,00=$1,05.

    A catedral de Tacna


    A rua que tem as casas de câmbio

    A estrada depois de Tacna

    Seguindo viajem, uns 100km depois de Tacna fui parado em um posto de controle, me pediram o SOAT, se não tivesse ali seria a primeira mordida, mas como estava tudo certo me deixaram seguir, passei Moquégua e acampei 36km depois a uns 2000 metros de altitude no meio da montanha.

    Usina de energia solar, lá não falta sol.


    Caminho até Moquégua



    Caminho até Moquégua



    Local do acampamento

    Quando eu tinha terminado de acampar, sentei na moto e fui comer minhas batatas fritas, nisso um animal desce o morro correndo, vejo só o vulto a uns 30 metros de onde eu estava, o bicho parou, como que me observando, e eu observando ele, depois de cerca de um minuto trocando olhares ele subiu a montanha atrás dele numa velocidade incrível, suspeito que poderia se um guanaco pelo tipo que subiu o morro. Depois disso terminei de comer o primeiro pacote de batata frita e fui dormir, já passava das 19:00.
    Neste dia rodei 547km.

  6. #6
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    12° dia Moquégua-Peru a El Alto-Bolívia 378km





    Dia 31 de dezembro de 2014

    Acordei as 5:20, hoje mais cedo por que a ideia era chegar o mais perto possível de Cusco. Desmontei tudo e peguei a estrada e fui subindo e o frio foi aumentando e eu se a luva, achei que não ia ficar tão frio, chegou uma hora em que tive que parrar para aquecer mas mãos pois já não sentia mais os dedos e frear estava complicado, já que o freio é na mão.


    Após aquecer as mãos e colocar a luva fui subindo, depois de um tempo fui ver o porque de tanto frio:
    Até o momento era meu recorde de altitude alcançado com uma moto, a felicidade era grande, registrei o momento e segui, agora morro abaixo por paisagens de tirar o fôlego.


    Altiplano andino entre Moquégua e Puno



    Altiplano andino entre Moquégua e Puno


    Altiplano andino entre Moquégua e Puno



    Altiplano andino entre Moquégua e Puno



    Altiplano andino entre Moquégua e Puno



    Altiplano andino entre Moquégua e Puno



    Altiplano andino entre Moquégua e Puno



    Altiplano andino entre Moquégua e Puno



    Altiplano andino entre Moquégua e Puno



    Altiplano andino entre Moquégua e Puno



    Altiplano andino entre Moquégua e Puno



    Altiplano andino entre Moquégua e Puno



    Altiplano andino entre Moquégua e Puno

    A ideia era ir direto a Cusco mas ai lembrei de Puno e Tiwanaku e pensei "Porque não", mudei de direção e fui em direção a Puno, chegando em Puno fui para a aduana achando que seria rápida e que poderia visitar Tiwanaku e voltar no mesmo dia, já que quando cheguei em Puno eram umas 11:30, horário local, quando olhei o tamanho da fila me assustei, levei 2 horas na fila no lado peruano para dar saída e ainda tinha que dar saída da moto. Fui dar saída e era horário de almoço dos caras, mais meia hora de espera.

    Lá naquela faixa vermelha era o começo da fila.



    Depois de feita a aduana era a hora de deixar o Peru.

    Eram 14:30 quando fui para o lado Bolíviano, mais uma hora de fila e tive que voltar ao lado peruano para tirar umas cópias de documentos para dar entrada na moto. Feito toda a burocracia na aduana fui até Tiwanaku, que ficava a 30km de Desaguadero, logo na saída em uma guarita na rodovia tinha um policial e todo carro e caminhão que por ali passava deixava umas moedas pro cara e seguia viajem, chegou a minha vez, ele viu que eu era estrangeiro e me pediu a documentação, quando ia pegar ele mandou deixar e me pediu um dinheiro pro refresco, peguei umas moedas que tinha no bolso e dei pra ele e segui viajem, cheguei as 16:20 no parque, fechava as 16:00. Comprei uma lembrancinhas, que por sinal é muito barato lá e como já faltava pouco para anoitecer eu sai em direção a rodovia pensando em acampar ali por perto, mas antes de chegar a rodovia tinha um placa dizendo que La Paz esta a 72km e pensei "Porque não?". Lá fui eu, chegando perto de El Alto achei um lugar legal pra acampar ao lado de uma torre de celular a uns 4200 metros de altitude, dava pra ver El Alto de lá e como era 31 de dezembro eu ia ver a queima de fogos de lá.



    Primeira vista do lago Titicaca



    Praça de uma cidade entre Tiwanaku e El Alto



    Igreja de uma cidade entre Tiwanaku e El Alto






    Praça de uma cidade entre Tiwanaku e El Alto





    Portal da cidade de Tiawanaku



    Portal da cidade de Tiwanaku



    Belo entardecer entre La Paz e Tiwanaku



    Belo entardecer entre La Paz e Tiwanaku



    Belo entardecer entre La Paz e Tiwanaku



    Vista de El Alto



    Acampamento, montado as 18:30


    Esta noite coloquei o celular para desperta as 0:00, mas não sabia que na Bolívia são apenas tem uma hora a menos de diferença, pra minha sorte apareceu um cachorro e me acordou as 23:05, que era 0:05 na Bolívia, mas ainda tinham muitos fogos para queimar, acompanhei por um 15 minutos e voltei pra barraca.
    Neste dia foram 378km rodados.

  7. #7
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    13° dia El Alto-Bolívia a Illave-Peru 253km



    Dia 1 de janeiro de 2015

    Este dia começou as 7:00 comecei a desmontar a barraca e o cachorro que me acordou para assistir a queima de fogos apareceu, ficou ali me observando, dei um pouco de batata frita pra ele mas ele não quis, continuei desmontando e quando eu estava enrolando a barraca o folgado senta no meu pé, ele estava muito carente, só foi embora quando liguei a moto.
    Desci o morro e fui pra La Paz, chegando em El Alto foi difícil de achar por onde descia para La Paz, muita sujeira na rua da festa de ontem, ainda tinham pessoas bêbadas nas ruas. Depois de muito rodar achei uma descida.

    O Cachorro



    Vista de La Paz de El Alto.


    Fui dar uns rolês pela cidade, a parte do centro é bonita, limpa e organizada, mas conforme a gente vai se afastando do centro a coisa vai ficando feia, parece as favelas do Rio de Janeiro.
    Outra coisa que me chamou a atenção foi o número de pessoas bêbadas nas ruas e o números de casais de beijando nas esquinas, mas nem tudo são flores, o número de casais se pegando no tapa também era grande.

    Igreja de San Francisco, em La Paz


    Igreja de San Francisco, em La Paz


    La Paz


    La Paz vista de El Alto


    Força aérea da Bolívia


    Transito de El Alto


    Igreja de Laja


    Igreja de Laja


    Entre Tiwanaku e La Paz


    Uma coisa engraçada que vi no caminho para La Paz, tinham vários cachorros deitados no acostamento da rodovia, a 1 km um do outro aproximadamente, e as vezes tinham algumas gangues em algumas partes da rodovia, cachorros bem cuidados e gordos. Não entendi o que faziam lá.

    Monílito


    Porta do Sol


    Ruínas do Templo intermediário



    Templo inferior com monólitos e quase 200 esculturas de cabeças nas paredes



    Templo inferior



    Vista do templo intermediário de cima da pirâmide



    Pirâmide






    Praça de Guaqui
    Voltando ao Peru, desta vez a aduana levou menos de uma hora, por ser feriado não tinha ninguém atravessando. No lado Boliviano em todas as igrejas tinha um monte de pessoas em um tipo de festa ou algo do tipo.


    Igreja entre Desaguadero e Illave



    Igreja entre Desaguadero e Illave



    Lago Titicaca



    Portal de alguma cidade entre Desaguadero e Illave

    O acampamento deste dia foi complicado, estava se armando uma tempestade bem feia e tinha vento, mas acabei achando um lugar para acampar em uma pedreira que tinha um paredão para o lado de onde vinha a tempestade, serviu para proteger do vento, eram 17:30 quando parei para acampar.


  8. #8
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    14° dia Illave a Cusco 253km



    Dia 2 de janeiro de 2015


    Depois de acampar a noite anterior me preparando para uma tempestade grande, ela resolveu passar de lado, apenas uma chuva leve. Desmontei a barraca e segui viajem as 6:00 com o objeto principal de visitar o povoado Uro que vive em ilhas flutuantes no lago Titicaca, uns 10km depois de onde acampei as margens e pastagens estavam brancos, pensei que pudesse ser neve, mas parei e fui pegar um pouco daquele gelo e era granizo. Tinha sido uma chuva grande de granizo pequeno, não provocou estragos mas a quantidade era grande. Acampei no lugar certo.



    Praça de cidadezinha entre Illave e Puno



    Rodovia entre Illave e Puno







    O que restou do granizo


    Cheguei em Puno e fui seguindo pela estrada que margeia o Lago Titicaca até acabar ela e não achei nada informando sobre como ir até as ilhas. No final da estrada tem tipo um pier no lago e vi uma família atravessando a rua com remos nas mãos, resolvi perguntar como faria para chegar as ilhas, então a mulher, que estava vestida com roupas típicas, me disse que me cobraria 50 soles, que dá quase R$50,00, pensei um pouco e aceitei a proposta, deixei minha moto ali na rua com a bagagem amarrada nela mesma e guardei minha mochila na casa em frente ao pier que era de um irmã da mulher e segui com eles, a remo até as ilhas, cerca de 20 minutos depois estávamos lá. Chegamos a casa deles e a mulher me mostrou como é feita a ilha e qual o papel de cada um na família. Depois o marido dela me explicou a história de como foi o inicio da colonização do Titicaca e como foi o que eles passaram pelo período de colonização dos espanhóis.
    Duvido que se eu tivesse pego um dos barcos chiques que levam o pessoal para fazer as visitas com guia, eu teria tanta informação quanto com a família que é moradora da ilha.





    Esta é a ilha onde mora a família que me levou para conhecer os Uros



    Esta é a família e eu, o outro filho casal estava tirando a foto.


    Como diz o senhor da foto anterior, esta é a Mercedes dele e o Fusca é o barco a remo que a gente veio até a ilha.



    Depois de me contar toda a história ele me disse que teria um restaurante nas ilhas que servia Truta frita, para sentir melhor o estilo de vida dos moradores e fui lá provar, mesmo que meio caro, R$15,00 o prato.



    O Fuscquinha, na ilha que tem o restaurante



    A truta frita com arroz e batata por R$15,00


    A ilha que tem vários tipos de comércio


    Voltando pra terra, agora com motor de popa


    Chegada no pier


    Escorregador de maluco no centro de Puno, uns 10 metros de altura e sem proteção nas laterais. Coisas do Peru.


    Transito de Juliaca


    Linda ponte pencil entre Puno e Cusco

    Igreja em alguma cidadezinha entre Puno e Cusco


    Uma das festinhas que tinham as margens da rodovia


    Entre Puno e Cusco tem uma subida bem interessante e uma descida ainda mais, Puno esta a 3800 metros de altitude e Cusco a 3400 metros.


    Passagem mais alta entre as duas cidades


    Construções antigas perto de Cusco


    Templo de Wiracocha em San Pedro


    Templo de Wiracocha em San Pedro


    Templo de Wiracocha em San Pedro


    Igreja de San Pedro

    Este dia terminou 40km antes de Cusco, este dia esqueci de tirar fotos do acampamento, eram 18:20 quando parei para acampar.
    Neste dia roei 253km.

  9. #9
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    15° dia Cusco a Huiro 391km




    Dia 3 de janeiro de 2015
    As 6:00 desmontei o acampamento e segui viajem, por muitos sobe e desce e muitas curvas, por paisagens lindas e construções pré-Incas e Incas a beira da estrada como as abaixo:


    Ruínas de Pikillaqta, povo pré inca que viveu aqui entre 500 e 1100 D.C.







    Pão do Peru, muito gostoso, passei vários dias comendo ele de manhã, a noite e as vezes foi meu almoço.


    Chegando em Cusco


    Catedral de Cusco




    Algumas figuras passeando pra ganhar dinheiro com fotos



    Pedra de 12 ângulos



    Gente de todo tipo circula por essas vielas

    E brasileiros têm bastantes



    Centro de Cusco


    Templo do Sol, Cusco


    Um dos lugares de onde tiravam as pedras para as construções inca.


    Sítio arqueológico de Puka Pukara



    Vista para o vale sagrado


    Segui até Pisac e na entrada no Sítio tive que escolher entre pagar R$70,00 para ver somente Pisac ou R$130,00 para ver todos os sítios do Vale Sagrado mais os museus de Cusco, lógico que optei por conhecer tudo, já que queria conhecer os outros sítios e cada um deles seria cobrado R$70,00, então segui para conhecer o sítio, que parece uma miniatura de Machu Picchu. O sitio é muito lindo, o dia estava nublado e as vezes abria o sol e por fim apareceu um arco-iris para coroar minha visita.












    Não encontrei o pote de ouro lá no fim do arco-iris, acho que deveria ser Pisac mesmo o outro deste arco-iris.





    As fotos não conseguem mostrar como Pisac é bonita, não tem um ângulo bom para se pegar todo o sítio na foto.
    Saí do sítio já passava de 15:30, não daria tempo de pegar o sítio de Ollantaytambo aberto, fecha as 16:00, então minha meta era chegar o mais próximo possível de Santa Teresa, a cidade de onde eu começarei minha caminhada até Águas Calientes
    Peguei a estrada e cheguei a Ollantaytambo, de cara no inicio da cidade tem uma rua pavimentada com pedras de rio, das grandes pensei que se tivesse uns 5km de estrada daquele tipo pra frente eu deixava a moto ali e ia de trem de tão ruim que era, a 10km/h era difícil de andar, pra minha sorte era só uns 500 metros. Eu achava que a partir de Ollantaytambo a estrada seria toda de barro até Santa Teresa, mas para minha alegria ela era asfaltada até Santa Maria. Depois de Ollantaytambo ainda tem mais 1km de estrada de barro e começa o asfalto novamente, uma estrada muito bonita com muitas curvas em U, no inicio da subida começou a chover e como é uma montanha a possibilidade de acampamento é pequena e pra piorar chovendo, antes de eu chegar ao ponto mais alto da montanha já estava escuro, para minha sorte a luz da PCX é muito boa em relação as outras motos da categoria dela. Como já estava escuro o jeito era seguir até a próxima cidade e arrumar um hotel barato para ficar. Fui subindo até chegar no topo a 4316m com chuva e muito frio e comecei a descer e alguns kilometros depois o meu maior medo se confirmou, tinha agua na pista em muitos lugares, em alguns lugares tinha uma lamina de água de uns 10cm, a cada lugar destes eu descia e passava a pé primeiro e voltava pra moto e passava me cagando, não sei se por este motivo depois de passar por alguns desses lugares me bateu uma dor de barriga que me fez parar ali na chuva e no meio da montanha pra dar uma aliviada, foi uma experiencia nada boa, mas tudo deu certo, para minha sorte minha irmã tinha me dado lenços umidecidos isso fez com que a chuva não o estragasse antes de eu poder usar.
    Era quase meia noite quando cheguei a Huiro, uma cidadezinha antes de Santa Maria, vi um hotel e parei para perguntar quanto era a diária e pra minha sorte era o que eu estava procurando, mais ou menos, era R$20,00, perguntei sobre chuveiro quente, o cara olhou pensou e falou: "Aqui a gente está acostumado com banho frio, não tem chuveiro quente!" E eu com frio, fazer o que neh, tive que aceitar, coloquei a moto pra dentro do hotel e fui pro quarto, coloquei o meu saco de dormir sobre a cama e dormi nele sem banho mesmo, vai saber se eles lavavam a roupa de cama. E assim foi meu dia, com 391km rodados até as 21:00.

  10. #10
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    16° dia Huiro a Huiro 96km





    Dia 4 de janeiro de 2015

    As 9:00 eu já estava na estrada para o tão sonhado dia que marcaria a viajem, conhecer Machu Picchu, andei uns 10km e começou a estrada de barro que leva a Santa Tereza, uma estradinha que não deve nada pra estrada da morte da Bolívia, cortando uma montanha e com um precipício enorme do lado e com espaço para um veículo por vez, depois de vendos os 24km até Santa Teresa, parei e me informei como chegar a hidroelétrica e comprar água, depois segui por mais uns 10km de estrada de barro até a hidroelétrica, onde deixei a moto e comecei minha jornada.

    Estrada antes de Santa Tereza



    Chegando a hidroelétrica




    O previsto é de duas horas de caminhada, 11km, para um sedentário como eu é bastante mas a vontade é maior. Comecei a caminha e não encontrei ninguém indo pra lá, somente gente voltando, pensei que eu estava muito atrasado porque li que as pessoas pegavam o caminho bem cedo, depois de um tempo andando passei por um gordinho ofegante e mancando e sua mulher, não sei se chegaram lá, mais a frente passei outra pessoa e só até chegar a Águas Calientes, chegar lá foi muito bom, marcava 8° e eu esgava com a camisa molhada de suor, bebi quase um litro de água.






    Fui a bilheteria comprar a entrada e tentei usar minha carteirinha de estudante para ganhar o desconto na entrada, mas diferente do Chile que aceitava, aqui somente a carteirinha de estudante internacional, assim minha entrada custou o equivalente a R$128,00 e ainda tinha o ônibus que leva até lá em cima que custou mais U$19,00. Eu podia subir a pé por uma escaria de degraus infinitos, mas já estava cansado e ainda teria a volta então o ônibus foi a solução.





    Chegando na entrada de Machu Picchu depois de pagar R$128,00 pela entrada ainda tive que pagar mais R$1,00 para ir ao banheiro, depois deste roubo segui para conhecer a cidade perdida dos Incas, entrei e fiquei esperando por algum grupo com guia turístico que falasse espanhol para poder acompanhar eles e aprender um pouco mais sobre o lugar. Depois de uns 10 minutos de espera apareceu um grupo e comecei acompanhar eles meio que de longe meio disfarçando pra não ficar tão na cara do guia, andei com eles um pouco e depois de uma meia hora fui andar "solo" por lá e tirar as fotos:





    Placa onde a Sociedade Americana de engenharia civíl reconhece o trabalho feito pelos Incas.



    Dispensa legandas







    Só pra ter uma idéia do tamanho das pedras que os caras trabalharam.



    Pedra imitando o relevo das montanhas de Machu Picchu



    Observatório astronômico




    Lá embaixo passa o trilho por onde passei.



    Filinha para pegar o ônibus para descer.

    Falei com o motorista e ele me deixou um pouco antes da cidade o que me fez economizar uns 500 metros de caminhada, segui pelos trilhos e desta vez tinha muita gente vindo no sentido contrário para dormir em Águas Calientes para cedo subir, muita gente de muitos lugares em sua maioria mochileiros, pois este é o meio mais barato de se chegar a Machu Picchu. Conforme eu ia avançando ia vendo muita gente descansando sentado nos trilhos, algumas moças com cara de que estavam desistindo e arrependidas de terem iniciado a caminhada, outros com mochilas gigantes, coisa de maluco.

    O trem de passageiros que leva o pessoal para Machu Picchu




    Já quebrado de mais ou menos uns 25km andados no dia, fiquei muito feliz em pegar a moto e seguir pela estrada de barro esburacada.


    Incrível cachoeira que brota no meia da montanha

    Novamente anoiteceu e eu não achei onde acampar, eu estava na estrada de chão a caminho de Santa Maria e não tive outra escolha a não ser parar no hotel onde eu tinha ficado na noite anterior, porém desta vez o senhor que tinha me atendido no dia anterior estava bebendo em frente ao hotel e pediu pra mulher dele me atender e ela falou que faria por R$15,00 a diária, nem discuti com ela, paguei e fui pro quarto, o mesmo do dia anterior. Chegando do quarto vi que nem tinham arrumado a cama, dormi novamente no meu saco de dormir. Eram 18:00 horas quando cheguei no hotel.
    Este dia rodei 96km de moto, 20km de ônibus e uns 25km a pé.


    - - - Updated - - -

    16° dia Huiro a Huiro 96kmDia 4 de janeiro de 2015 As 9:00 eu já estava na estrada para o tão sonhado dia que marcaria a viajem, conhecer Machu Picchu, andei uns 10km e começou a estrada de barro que leva a Santa Tereza, uma estradinha que não deve nada pra estrada da morte da Bolívia, cortando uma montanha e com um precipício enorme do lado e com espaço para um veículo por vez, depois de vendos os 24km até Santa Teresa, parei e me informei como chegar a hidroelétrica e comprar água, depois segui por mais uns 10km de estrada de barro até a hidroelétrica, onde deixei a moto e comecei minha jornada. Estrada antes de Santa Tereza Chegando a hidroelétrica O previsto é de duas horas de caminhada, 11km, para um sedentário como eu é bastante mas a vontade é maior. Comecei a caminha e não encontrei ninguém indo pra lá, somente gente voltando, pensei que eu estava muito atrasado porque li que as pessoas pegavam o caminho bem cedo, depois de um tempo andando passei por um gordinho ofegante e mancando e sua mulher, não sei se chegaram lá, mais a frente passei outra pessoa e só até chegar a Águas Calientes, chegar lá foi muito bom, marcava 8° e eu esgava com a camisa molhada de suor, bebi quase um litro de água. Fui a bilheteria comprar a entrada e tentei usar minha carteirinha de estudante para ganhar o desconto na entrada, mas diferente do Chile que aceitava, aqui somente a carteirinha de estudante internacional, assim minha entrada custou o equivalente a R$128,00 e ainda tinha o ônibus que leva até lá em cima que custou mais U$19,00. Eu podia subir a pé por uma escaria de degraus infinitos, mas já estava cansado e ainda teria a volta então o ônibus foi a solução. Chegando na entrada de Machu Picchu depois de pagar R$128,00 pela entrada ainda tive que pagar mais R$1,00 para ir ao banheiro, depois deste roubo segui para conhecer a cidade perdida dos Incas, entrei e fiquei esperando por algum grupo com guia turístico que falasse espanhol para poder acompanhar eles e aprender um pouco mais sobre o lugar. Depois de uns 10 minutos de espera apareceu um grupo e comecei acompanhar eles meio que de longe meio disfarçando pra não ficar tão na cara do guia, andei com eles um pouco e depois de uma meia hora fui andar "solo" por lá e tirar as fotos:Placa onde a Sociedade Americana de engenharia civíl reconhece o trabalho feito pelos Incas. Dispensa legandas Só pra ter uma idéia do tamanho das pedras que os caras trabalharam. Pedra imitando o relevo das montanhas de Machu PicchuObservatório astronômico Lá embaixo passa o trilho por onde passei.Filinha para pegar o ônibus para descer. Falei com o motorista e ele me deixou um pouco antes da cidade o que me fez economizar uns 500 metros de caminhada, segui pelos trilhos e desta vez tinha muita gente vindo no sentido contrário para dormir em Águas Calientes para cedo subir, muita gente de muitos lugares em sua maioria mochileiros, pois este é o meio mais barato de se chegar a Machu Picchu. Conforme eu ia avançando ia vendo muita gente descansando sentado nos trilhos, algumas moças com cara de que estavam desistindo e arrependidas de terem iniciado a caminhada, outros com mochilas gigantes, coisa de maluco. O trem de passageiros que leva o pessoal para Machu Picchu Já quebrado de mais ou menos uns 25km andados no dia, fiquei muito feliz em pegar a moto e seguir pela estrada de barro esburacada. Incrível cachoeira que brota no meia da montanha Novamente anoiteceu e eu não achei onde acampar, eu estava na estrada de chão a caminho de Santa Maria e não tive outra escolha a não ser parar no hotel onde eu tinha ficado na noite anterior, porém desta vez o senhor que tinha me atendido no dia anterior estava bebendo em frente ao hotel e pediu pra mulher dele me atender e ela falou que faria por R$15,00 a diária, nem discuti com ela, paguei e fui pro quarto, o mesmo do dia anterior. Chegando do quarto vi que nem tinham arrumado a cama, dormi novamente no meu saco de dormir. Eram 18:00 horas quando cheguei no hotel. Este dia rodei 96km de moto, 20km de ônibus e uns 25km a pé.

 

 

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