Se após o aquecimento vc colocar um termometro na saida do escape, poderá notar que a temperatura de saida de gases é praticamente a mesma em dias quentes e frios. Não podemos nos esquecer do velho e bom fusca, que com seu motor refrigerado a ar no inverno dava banho de rendimento sobre os outros carros. Muitos de nós aqui deve ter tido um fusquinha, e a grande vantagem dele era que em subidas de serra congestionada no verão, enquanto os carros mais modernos iam ficando pelos acostamentos do caminho o fuqueta ia embora, e também quando no inverno, enquanto eu ficava esquentando o meu passat na garagem, minha esposa com o fusca dela já ia longe. A troca de calor de motores a ar apesar de proporcionar um rendimento inferior aos arrefecidos a liquido permitem um melhor equilibrio entre a temperatura externa. Tanto é assim que hoje existem projetos de motores que não tem nenhum processo de arrefecimento e são praticamente "infundiveis". São fabricados em ferro fundido que suportam altas temperaturas e tem um ótimo rendimento devido a menor perda de potencia em calor. Agora se em dias frios, o motor não conseguir atingir a temperatura ideal (o que é dificil, porque parado ele esquenta mais do que deveria e em alta velocidade a quantidade de explosões também aumenta o calor do motor e temperatura do óleo lubrificante) ai sim ele perderia rendimento, mas não porque ele perde energia para o ambiente e sim porque ele não alcança a temperatura ideal para uma boa queima do combustivel. Acredito que isto poderia acontecer em uma situação em que andassemos em alta velocidade em um ambiente de temperatura abaixo de zero com giro baixo, por exemplo. Ai o calor gerado pelo motor seria pouco em relação a troca com o meio externo. A moto fria poderia falhar por baixa temperatura de mistura ou queima ineficiente.





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