Welcome guest, is this your first visit? Click the "Create Account" button now to join.

User Tag List

Página 2 de 2 PrimeiroPrimeiro 12
Resultados 16 a 20 de 20
  1. #16
    Super Moderador
    Data de Ingresso
    May 2005
    Localização
    Canoas-RS
    Idade
    43
    Posts
    15.620

    Re: Scage - Capacete conceito

    Capacete sem cinta-jugular? Hum... como será o sistema de fixação? Já q disseram q é anatômico, pode ser pela linha do pescoço... tá com cara de ser bem legal. Só aguardo mais informações!
    Leia as REGRAS do fórum antes de postar!!!
    Use a PESQUISA! Evite tópicos repetidos!

  2. #17
    Motociclista
    Data de Ingresso
    Dec 2005
    Localização
    bh minas gerais
    Posts
    637

    Re: Scage - Capacete conceito

    :drool:
    liberdade sem medo

  3. #18
    Usuário de motoneta
    Data de Ingresso
    Sep 2008
    Localização
    Rio de Janeiro - RJ
    Idade
    44
    Posts
    395

    Re: Scage - Capacete conceito

    Citação Postado originalmente por buggyman Ver Post

    Por exemplo: como ele se comporta nos testes exigidos para os capacetes atuais. Tem até um teste específico para a cinta jugular que este não disporia. Teria que ser feita uma alteração na legislação para que este capacete entrasse no mercado brasileiro?
    Acho muito mais simples COLOCAR a cinta no projeto.
    Duvido que a legislação seja alterada por causa de um produto específico.
    E a cinta nem deve alterar muito o preço final do produto.

    O que vc nos diz, José Roberto ?

    Abs !
    "Árvores são poemas que a terra escreve para o céu. Nós as derrubamos e as transformamos em papel para registrar todo nosso vazio." Khalil

  4. #19
    Lenda do Fórum
    Data de Ingresso
    May 2005
    Localização
    Mineiro perdido em Araraquara - SP
    Idade
    42
    Posts
    13.657

    Re: Scage - Capacete conceito

    Citação Postado originalmente por http://www.incamp.unicamp.br/destaques/capacetevircoll.htm
    Equipamento feito em plástico imita a estrutura do crânio e protege mais, absorvendo os impactos

    Raquel Lima
    DA AGÊNCIA ANHANGÜERA
    [email protected]

    Os plantões que o neurocirurgião Maurício Paranhos Torres fez no Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostraram a ele que a complexa estrutura do corpo humano poderia ser reproduzida e empregada para proteger, veja só, o próprio corpo humano. Durante a residência médica, Torres presenciou vários casos de traumatismos graves da cabeça, com fraturas extensas e até mesmo perda de massa óssea, mas com o cérebro íntegro e em perfeitas condições. Foi então que percebeu que o crânio é um excelente capacete.

    Os atuais modelos do equipamento de segurança passaram a ser estudados pelo médico. A conclusão do trabalho, que teve início na década de 90, foi que os capacetes vendidos no mercado possuem “deficiências conceituais e deixam a desejar”. “As indústrias fazem o produto simplesmente para atender normas”, afirmou Torres.

    Segundo recente relatório da Empresa de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), 69% dos ocupantes das motos sofrem algum tipo de lesão, contra 15% dos demais veículos. Além disso, as mortes entre os motociclistas de Campinas subiram 47,6% em 2005 se comparado a 2004, passando de 21 para 31 casos.

    A principal deficiência dos capacetes que hoje estão disponíveis no mercado, segundo o neurocirurgião, é que eles são resistentes, mas não tão capazes de absorver impactos. Ou seja, os capacetes atuais são considerados duros demais. “O que não significa que devem deixar de ser usados”, enfatizou Torres.

    Numa parceria com o químico José Roberto de Oliveira, estudioso de materiais para absorção de impactos, Torres projetou um capacete que promete ser capaz de absorver melhor os choques na cabeça, pois sua tecnologia evita que o cérebro receba a energia aplicada na colisão. Invenção totalmente inspirada no crânio humano, a célula de proteção craniana” é chamada de Scage (Super Cage).

    O primeiro diferencial do novo capacete é o seu material de fabricação. Apesar de ainda não ser divulgado com detalhes por Torres, por uma questão de sigilo industrial, trata-se de um polímero (plástico), isopor e um material borrachudo. É bem mais leve que os materiais atualmente utilizados (como fibra de vidro e carbono), reduzindo a massa e, consequentemente, a força rápida da colisão.

    Energia

    Outra característica do Scage é que seu material dispersa a energia do impacto, distribuindo a quantidade de energia inicial sobre o crânio. Além disso, a invenção se apoia em regiões da cabeça com maior capacidade de absorção de energia. “O Scage é 30% menor, 35% mais leve e 35% mais eficiente que os capacetes já conhecidos”, garante Torres.

    O novo capacete protege mais a face e a parte posterior da junção da cabeça com a coluna cervical. “Ele tende ficar mais fixo na cabeça, mas permitindo os movimentos”, explicou.

    Torres ressaltou que o novo modelo de capacete não é restrito aos usuários de motocicletas, mas também poderá ser usado na construção civil, na prática de esportes e como equipamento de segurança militar.

    Atualmente, a Vircoll, empresa especializada em testes de impactos ligada à Incubadora de Empresas da Unicamp (Incamp), trabalha no aperfeiçoamento do Scage. “Agora estamos abertos a interesses comerciais”, afirmou o neurocirurgião, diretor científico da Vircoll.

    Em outubro do ano passado, a empresa expôs um protótipo do Scage no Salão Duas Rodas, em São Paulo.

    O NÚMERO

    63 MIL. É a quantidade de motos que Emdec estima que foram registradas em Campinas em 2005

    Produto deverá chegar em breve ao mercado

    Médico já está negociando a fabricação em escala do Scage com uma empresa do ramo

    O Scage pode chegar ao mercado a curto prazo. Segundo a reportagem do Cenário XXI apurou, a mesma empresa que construiu e desenvolveu o protótipo do novo capacete está interessada em colocar o produto à disposição do consumidor. A empresa, localizada na região de Piracicaba, confirmou estar em negociação com o neurocirurgião Maurício Paranhos Torres.

    Um representante da empresa disse que “tem de admitir que a fibra de vidro, por sua estrutura mecânica, seria o melhor material para se fazer capacetes, mas o plástico tem melhor capacidade de absorção, além de ser mais barato.”

    “Acredito que esse novo material vai revolucionar o conceito de capacete”, completou o representante. Segundo ele, a empresa analisa se o produto proposto por Torres atende às normas técnicas e a relação custo-benefício. “Não vejo problemas na produção. Se estiver tudo certo em relação às normas, creio que o produto poderá estar no mercado em dois ou três meses. Já se for necessária alguma modificação técnica, poderemos levar de um a dois anos para acertar o problema”, explicou.

    Normas

    A portaria n 86 do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), de 24 de abril de 2002, institui, no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), a certificação compulsória de capacetes de proteção para ocupantes de motocicletas e similares que são comercializados no País.

    De acordo com o Código Brasileiro de Trânsito, não usar capacete é considerado uma infração gravíssima. O motorista que desrespeitar a legislação recebe multa de 180 UFR (R$ 191,54), perde sete pontos na carteira e seu direito de dirigir é suspenso.

    Mais informacões clique aqui.
    Bruno Dias - ML 88 vinho -> topico aqui




  5. #20

    Re: Scage - Capacete conceito

    Citação Postado originalmente por buggyman Ver Post
    A página está indisponível.

    José Roberto, acho que a maioria não teria condições de discutir sobre este assunto - eu, pelo menos, não tenho - mas seria interessante que você desse mais algumas dicas sobre este conceito.

    Por exemplo: como ele se comporta nos testes exigidos para os capacetes atuais. Tem até um teste específico para a cinta jugular que este não disporia. Teria que ser feita uma alteração na legislação para que este capacete entrasse no mercado brasileiro?
    A idéia do capacete conceito foi estudada pela maior empresa ocidental de capacetes para motociclistas. Eu fui colaborador dessa empresa durante anos, período em que era responsável por pesquisa & desenvolvimento de novas matérias-primas e seus respectivos processos e técnicas de transformação para viabilidade dos meios produtivos. Na ocasião que o neurocirurgião veio com a idéia revolucionária do capacete conceito, que futuramente se denominaria Scage, muito já havíamos apanhado com relação as variantes para as diferentes normas. A nossa visão técnica, como desenvolvedor, era que os capacetes deveriam atender diferentes normas em diferentes países. Assim, diante de um paradoxo técnico, já que a essência do capacete não é apenas minimizar a energia decorrente do momento do impacto, mas sim absorver uma dada quantidade de energia decorrente de uma colisão, um certo capacete pode passar em uma norma brasileira, NBR-7471, e não necessariamente passar numa ECE22-05, na europa, ou numa SNELL, nos EUA, ou numa FIA. O recíproco também pode ocorrer, isto é, um capacete que passa em outra norma, pode não passar "tranquilamente" na nossa NBR-7471. O porque disso tem a ver com os materiais atualmente utilizados mundialmente na fabricação dos cascos e com o que as normas colocam como requisitos a serem atendidos durante os testes que se diferem em essência. Entre esses testes também está aquele relativo ao "não-descalçamento" quando submetido a uma determinada tração por um cabo que direciona a força para descalçar o mesmo, retirando-o, da cabeça metálica, em alumínio, quando a trama da cinta-jugular excede a um determinado alongamento da trama da cinta. Isso avalia a qualidade da cinta, quer seja em material utilizado (poliester, polipropileno, etc.), a qualidade da sua fabricação e a posição adequada de fixação das mesmas através de rebites nas laterais internas do capacete. A norma está correta em prever um teste para que se normalize a qualidade do calçamento, assim como também o não-descalçamento do capacete. O conceito, porém, é que o capacete não saia da cabeça durante um impacto, para que o mesmo possa cumprir a sua função de absorção de energia durante rebotes após a primeira colisão. Não obstante, atualmente se compram capacetes pela estética, beleza, acabamento, isto é, está mais para a razão áurea por Fibonacci, do que para a sua funcionalidade. Notemos que poucos são aqueles que compram capacetes com números bastante pequeno para que o mesmo fique calçado de modo bastante justo para que não saia da cabeça e nem se movimente quando em uso, devido a velocidade que se anda com a moto. Mas acredito que num futuro não muito remoto compraremos capacetes de maneira mais técnica e menos estética. Nessa época talvez chegaremos numa loja e falaremos assim: "Tenho uma massa corpórea de X Kg e quero proteção para uma velocidade de Y Km/h; você poderia tirar as medidas do meu crânio. Quando poderei pegar o capacete?". | Quando testamos os capacetes no Drop-test, queda direcionada com cabos metálicos, mensuramos a dificuldade pelas condições do casco (à frio = -20ºC; à quente = +50ºC, úmido), pelo formato da plataforma de impacto (plano, hemisférico e "cunha") e, obviamente, pela quantidade de energia potencial, dada em Joules, dada pela altura em que o capacete calçado na cabeça metálica cairá. Se você testa um capacete com 220J (Joules), que tal você utilizá-lo impactanto com uma energia muito maior? As normas também sofrem um processo de evolução e assim o será quando houver necessidade.
    Ah! Me desculpe pela demora para escrever a resposta. O dia tem sido curto demais para fazer tudo o que eu gostaria.


 

 

Permissões de Postagem

  • Você não pode iniciar novos tópicos
  • Você não pode enviar respostas
  • Você não pode enviar anexos
  • Você não pode editar suas mensagens
  •