
Postado originalmente por
André Leitzke Junior
Me dei ao trabalho de ler todas as postagens do tópico pra me inteirar...
Cachorro, acho que já deu pra perceber que não vai ser fácil mudar a tua opinião, especialmente por 2 motivos: tu não quer mudar de opinião e vai refutar qualquer argumento, e a maioria não tá focando só nisso, mas sim em discutir abertamente a visão que tem das xing-lings.
Eu tirei há pouco tempo carteira, e praticamente só pilotei a Factor, tanto na auto escola quanto a minha, que comprei usada e já tem seus quase 10 mil km rodados.
Acho que é uma p*ta moto pra começar, macia, econômica e tudo, mas não me vejo muito tempo com ela. Sinceramente, não descarto uma xing ling como próxima opção, tanto a Kasinski Mirage 250 quanto a Dafra Citycom 300 (que na verdade é indiana, mas enfim), dependendo do que eu priorize na hora da troca.
Porém, também considero pegar uma Virago 250 2002 porque sou "macaco de auditório" da Yamaha, até meu piano é dessa marca, mas não é uma escolha racional pela análise da moto frente às concorrentes dela.
É f*da, mas eu vejo a mesma coisa nas motos que vejo nos carros, a Fiat não se importa em empurrar um Uno pelado, onde praticamente oferecem os bancos traseiros como opcionais, porque todo mundo compra, paga o Uno zero lambendo os beiços e achando que fez grande coisa.
Alguém lembra como foi difícil da Peugeot e da Renault entrarem no nosso mercado? E agora está sendo pra Lifan, Chery e afins... Não são marcas consagradas, têm seus defeitos, mas oferecem air-bag e abs, enquanto os concorrentes da mesma faixa de valor oferecem só cinto de segurança e exclusivamente porque a lei obriga.
As xing-lings podem não ser as motos mais robustas ou com melhor acabamento, mas daqui 2 ou 3 anos, quando a cg tiver um painel legal, ou mesmo quando a Factor tiver um painel decente (com conta-giros, talvez?) e quem sabe injeção eletrônica, agradeçam a essas chinesas por aumentarem o nível do "mínimo aceitável" numa moto.