Nickneo,
Passei por ai sim, acompanhe que tenho boas histórias dai.
Abraços.
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http://nomundodemoto.blogspot.com.br/
Liberdade na estrada!!!
O ronco grave de um motor solto perdido no ar;
com o eco indo de encontro as estradas;
de uma raça toda de motociclistas.
Saúdo a todos os amigos.
Sexto Dia (15/01) – Levantei ainda na ressaca, enrolei na cama pra dar uma curada no porre até começar a dar fome. Pedi umas informações com o recepcionista e parti pra fazer um tur pela cidade. Conheci a praça principal e o Teatro, estava tendo feira de artesanato, muitas pessoas se divertindo, assisti um grupo de palhaços e até bloco pré carnavalesco presenciei passando. Sai dali e segui para o porto, muito bonito e todo reformado, tava mais com cara de shopping, deixei a moto estacionada ali mesmo e fui andar por perto, passei no mercado Ver-o-peso, uma parte do centro antigo e o forte. O tempo começou a fechar com cara que ia cair um tremendo temporal, voltei pra pegar a moto, pedi informações de como chegar no hotel e segui, mas novamente me perdi e a chuva arriou. Parei em um posto de gasolina onde tinha outro motociclista fugindo da chuva, me informei sobre o caminho para o hotel e quando a chuva estiou consegui chegar no hotel, fui almoçar e voltou a chover, então fui dar uma descansada. No início da noite entrei em contato com o Fábio pra saber o que teria de bom para se fazer. Fui pro Reggae em uma casa do show na área portuária, fui me informando com chegar lá. Um local bem escuro, com vielas mas tranqüilo. Show muito bom acabei fazendo novos amigos. Quando já era pouco mas das 22h acabou a luz, ameaçou voltar em seguida mas ficou sem luz mesmo. O Mike que eu conheci por ali disse que em outro lugar também tinha um reggae rolando. Partimos pra lá, o fui seguindo e quando chegamos lá, praticamente já tinha acabado, ele fez contato com um amigo que disse que o pagode estava cheio, partimos pra lá. Chegando, olha a surpresa, também acabou. Viagem perdida, então ficamos ali pela frente conversando junto com o amigo dele. Papo vai papo vem, fomos para uma lanchonete no posto de gasolina onde bebemos a saideira e comemos um cachorro quente, só que lá o cachorro é preparado com carne moída e salada de repolho. Ao voltar para o hotel, novamente me perdi pra chegar. Fui descansar porque amanhã pego estrada novamente.
---------- Mensagem adicionada às 02:54 ---------- Mensagem anterior foi às 02:15 ----------
Sétimo Dia (16/01) – Dia já chuvoso, logo pensei, hoje vai ser complicado. Tomei meu café juntei as tralhas abasteci a moto e segui meu caminho. Foi o dia inteiro de muita chuva, muita água mesmo. Pensei em passar um dia em São Luiz - MA, só que fui me informando no caminho sobre chuva, e todos me diziam que tinha previsão de chuva pelos próximos dias, então desisti e segui em frente. Apesar da chuva, a viagem foi tranquila. No início da noite quando parei em um posto conheci o Sr César, que tinha ido a cidade de Santa Inês-MA somente para comprar insulina para o sobrinho, já havia passado por 3 cidades diferentes e nenhuma tinha, ele estava a 250 km de casa, também conheci um bicho preguiça, que era criado no posto de gasolina, aguardei um pouco a chupa passar ou ao menos diminuir e acabei acompanhando o Sr. César por um trecho do caminho, até chegar em um posto de gasolina onde resolvi ficar e montar acampamento, não havia conseguido nenhuma informação sobre hotel ou qualquer coisa parecida por perto, e como já está ficando tarde, fiquei por ali mesmo. Montei acampamento, tomei um banho e fui dormir.
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passou aqui pertinho tambem.
"Liberdade é pouco, o que eu desejo ainda não tem nome."
Ex - Honda CBX200 Strada 1999
Atual: Suzuki GSR125 2015
Oitavo Dia (17/01) – Bem, para eu começar a falar sobre o dia, tenho que falar sobre a noite primeiro. Foi terrível, só conseguia cochilar, quando pegava no sono ou era manga caindo, que eu já tinha certeza que alguma ia cair em cima da barraca e arrebentar algo “ainda bem que não aconteceu” ou era caminhoneiro buzinando, acho eu que para acordar o frentista. Resumindo, não deu pra dormir direito. Levantei e as mangas que haviam caído foram meu café da manhã. Comecei a arrumar as coisas e desmontar a barraca, peguei estrada tranqüilo e apesar de o tempo ameaçar chuva, arrisquei em não colocar a roupa de chuva. A uns 40km de distância da fronteira entre o Maranhão e o Piauí, primeiro, a gasolina já estava acabando e passei por dois postos sem gasolina, segundo a corrente saiu, não sei como mais saiu. Parei para colocá-la aproveitei e estiquei um pouco. Tudo certo segui viagem e a uns 30 km a frente consegui abastecer. Atravessei a divisa entre os estados e como bom turista, bati algumas fotos e segui em frente. Seguindo viagem, já estava me programando para dar uma descansada alguns km a frente, quando encontrei um casal de argentinos parados em uma lanchonete, resolvi dar uma parada ali mesmo para saber sobre os viajantes. Fiquei um tempo conversando com o Sr. Alberto e a esposa. Aproveitei para colocar meu “portunhol” em dia. Eles são de Mar Del Plata – Argentina, e já estão a algum tempo viajando pela América do Sul, entrou no Brasil pela fronteira da Colômbia com Rondônia, disse que passou 4 dias em uma balsa até chegar em Belém-PA, a maior dificuldade era saber os melhores pontos turísticos, pois ninguém sabia informar direito, comentou que quando entrou na Bolívia logo recebeu um livreto com todos os pontos turísticos do país. “Algo que falta por aqui”. Mas passei algumas informações sobre o que eu conhecia e segui em frente. Faltando 40 km entre o Piauí e o Ceará, já não aguentava mais os pés molhados do dia anterior, dei uma rápida parada somente para tirar a bota e andar um trecho somente de meias, pra secar os pés um pouco. Atravessei a fronteira entre Piauí e Ceará subindo uma serrinha até que gostosa, curvas longas e algumas retas, a descida foi melhor ainda, afinal, pra baixo todo santo ajuda. Mas logo pelo começo da descida, passei por um enxame não sei se era marimbondo ou abelha, eu estava com a jaqueta um pouco aberta pra refrescar, dei uma parada pra tirar umas fotos da paisagem da serra e comecei a sentir umas ferroadas na barriga, comecei a abrir a jaqueta e me debater pra ver o que era que estava me mordendo, ai começou a morder nas costas também. Eu não tinha como descer da moto que estava em descida e a moto carregada ia acabar caindo, então tive que ir me debatendo montado na moto mesmo. Seguindo foi começando a escurecer, dei uma parada em um barzinho próximo a entrada de Frecheirinha-CE para dar uma esticada nas pernas e pedir informação, o Sr. que me atendeu, disse que a estrada até a próxima cidade até era tranquila, mas passar nela de noite era perigoso. Como eu já estava cansado, resolvi entrar na cidade pra procurar um canto pra ficar. Me instalei e logo fui jantar, cidade pequena com uma praça principal e uma igreja bem no centro, estava tento missa e de certa forma acabei assistindo enquanto jantava. Voltei ao hotel tomei um banho e resolvi beber uma pra relaxar um pouco, voltei à praça e comecei a beber. Parou um senhor ao meu lado já bêbado e começou a puxar conversa, ele praticamente só repetia a mesma coisa, que tinha vários irmão espalhados em vários estados, que era funcionário da prefeitura e trabalha no almoxarifado recebendo merenda para as escolas que ia fazer 63 anos e só recebia um salário mínimo. A cada cinco minutos me perguntava se eu era daqui ou se tinha família aqui. Mas apesar até que foi bom conversar um pouco e conhecer um pouco. Quando o bar fechou, voltei para o hotel e vim descansar.
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Nono Dia (18/01) – Apesar do tempo fechado, não estava chovendo, logo pensei, não vou colocar a roupa de chuva por que o tempo vai ficar só ameaçando e não vai chover, talvez uma nuvem de passagem e mais nada. Realmente ao longo do dia foi assim. Procurei uma padaria pra tomar um café, peguei a moto e fui dar um trato, calibrar pneu, esticar corrente, etc. Fiquei espantado, o pneu já era, estava na lona, foram só 4500 km rodados. Mas vamos lá. Fui a procura de um pneu novo, achei mais barato que no Rio, troquei logo e aproveitei pra trocar o óleo do motor também. Tudo nos trinques, vamos pegar estrada. Comecei a me informar sobre melhor caminho e fui avisado que a BR após a cidade de Forquilha-CE estava em péssimas condições, era melhor eu ir pela CE que estava melhor e ainda cortaria o caminho. Segui as recomendações e fui pela CE. Me perdi várias vezes, o GPS em alguns momentos não encontrava a estrada mas vi cada paisagem divinamente linda, passei por dentro de alguns povoados e pequenas cidades onde reparei a diferença extrema que temos em nosso pais. A caatinga, apesar de aparentar seca, com tons verdes e amarelos, dá um contraste com o horizonte parecendo uma pintura natural. Viajava tranqüilo apesar dos momentos perdidos, até chegar na Serra do Baturité, onde começou a fazer uma barulheira na corrente que a primeira coisa que pensei foi que havia desgastado demais e teria que dar uma parada pra esticar novamente. Apareceu uma folga excessiva no cubo da coroa, o rolamento estourou, mas nada que possa apresentar problema, ao menos por enquanto. Fui parando para tirar fotos e curtindo o visual chegando em Quixadá-CE fiquei dando voltas dentro da cidade por uns 30 min. O GPS se perdeu e a quem perguntei não sabia informar o caminho certo. Peguei uma reta e uns 200 km a frente voltei a BR já após Fortaleza-CE. Começou a escurecer, e quando passou a entrada de Aracati-CE vi uma placa indicando Canoa Quebrada, que é bairro de Aracati-CE, e como tinha interesse em conhecer o local, parei logo no posto da entrada da cidade pra fazer um lanche e pegar informações. Lembrei: Alexandre disse que tinha um amigo morando em Canoa Quebrada e que falaria com ele se teria condições de me ceder um espaço nem que seja pra montar camping. Liguei para o Alexandre e confirmei o endereço de seu amigo, segui para Canoa Quebrada, me apresentei e agradeci a hospitalidade, seu nome é Cleyton, ele está somente a 4 dias na cidade com sua esposa e filha, desmontei a bagagem, agitei um banho e fomos dar uma volta na praça de alimentação que fica perto. Rodamos um pouco, até acharmos um cantinho legal, bebemos umas e comemos uns petiscos. Foi o tempo de fechar a conta e ao voltamos para casa, faltando uns 300 metros pra chegar, arriou a chuva. Agitei um cantinho pra dormir e dar uma descansada, afinal já são 3:30h.
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GPeace, mil respetos e parabens!
só de olhar as fotos da muita força e coragem para seguer com aquele sono que tenho em conhecer algúm día o gigante nordeste brasileño,
mil gracias x compartir a experiencia e que Deus abençoe sempre seu rodar!
It's 1620 somewhere...
Décimo primeiro Dia (20/01) – Aproveitei que levantei cedo, fui dar uma volta rápida por perto pra tirar mais umas fotos e conhecer mais um pouco. Praticamente assisti o nascer do sol, fui até as dunas e presenciei uma vista espetacular. Voltei pra casa, tomei café comecei a arrumar a bagagem, manutenção preventiva na moto e pé na estrada. Sem perrengue e pelo primeiro dia sem pegar uma gota de chuva. Cheguei em Natal-RN fiz meu cheque-in no albergue, guardei as coisas e fui dar uma volta achei o suco de umbu que tanto já houvi falar, experimentei e gostei. Comi uma sopa pra dar uma forrada no estômago e me preparar pra beber, me informei de onde que teria algo de bom para se fazer e fui parar no Rastapé. Forró a noite toda, lugar amplo, bem freqüentado e o principal, cerveja bem gelada. Voltei meio bêbado para o hotel, agitei para ir a praia logo cedo, mas bateu a fome, como eu já estava no hotel e era por volta das 6h perguntei pelo café da manhã que só serviriam às 7:30h, então voltei para o quarto e fui dar dormir um pouco para um descansar.
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Décimo Dia (19/01) – Achei que tinha perdido a viagem e não iria conhecer a cidade, mas foi chegando perto de 12:00h passou a chuva e ameaçando aparecer o sol, resolvi então dar uma volta pela cidade e adiar minha partida pra Natal-RN. Fomos dar uma volta pela praia, o cartão-postal do local que é a o símbolo da cidade esculpida na parede de areia. Tirei algumas fotos, paramos em um restaurante suspenso à beira da praia e começamos a beber e comer uns petiscos, dei uns mergulhos e paramos em outro restaurante panorâmico pra beber mais um pouco e comer também. Voltamos para casa e resolvi não sair mais pra dar uma descansada da praia de cedo e para pegar estrada no dia seguinte.
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Nossssssa... que viagem isso... sim que vontade que deu de pegar a patroa e dar uma volta..
Velho parabéns show de bola sua viagem e relatos... me diz rodou quantos km? cerca de 6000km 7000km? por ai neh?
Fico no aguardo do restante da viagem..![]()
SpeedFan125
Jacarei - SP
Primeira: FAN 125 2008+VIPER+DISCO
Atual: YS FAZER 2012
«®» Campanha «®»"Ando Devagar Pra Não Ver Chorando Quem me espera Sorrindo." «®
SpeedFan Foram pouco mais de 8000 km rodados em 18 dias de viagem...
Ao final dos posts de relatos, colocarei as médias que fiz, km por dia, tempo de estrada litros consumidos, etc...
Dou a maior força dar rodar com a patroa um quanto antes, é muito relaxante estar na estrada...
Abraços.
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Nussssss rodou muito!!
E é uma bom relato p galera q acha q não dá p viajar tanto de 125/150cc... Bacana!!
Cara corajoso... sozinho, na chuva pegou a magrela e foi embora!! Galera tem razão... dá vontade mesmo de fazer igual!!
E as dores??? Lombo, bunda, costas??? Tranquilinho??
"Só deixarei o par de rodas quando conseguir meu par de asas."
SheBarros,
Realmente as dores foram muitas, costas, joelhos, braços... Mas na boa, o prazer e conhecer novos lugares e fazer novas amizades, é muito mais gratificante e faz esquecer qualquer tipo de dor. rsrsrs
Além de que, é só beber um relaxante muscular lono no início do dia ameniza as dores...
abraços...
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Décimo segundo Dia (21/01) – Depois de um breve cochilo, por volta de 8:30 e ainda de ressaca mas empolgado pra pegar uma praia e conhecer um pouco da cidade, reforcei no café da manhã, e parti pra praia. Andei por toda a praia de Ponta Negra, fui ao pé do morro do careca, arrumei um canto pra dar uma descansada a beira mar e comecei a molhar a garganta bebendo umas geladas. Ô vidinha mais ou menos! Estava muito calor e como não sou muito fã de sol, voltei a hotel tomei um bom banho gelado pra resfriar o corpo e voltei pra rua, só que dessa vez fui para o centro histórico, peguei o busão pra lá e acabei descendo no ponto errado mas não muito distante de onde eu queria ir, tirei bastante fotos, conheci um pouco da história e começou a dar fome. Consegui achar um cantinho pra almoçar, passei pelo Mercado Alecrim e voltei ao hotel. Fiz amizade com o pessoal do quarto em que estava, trocamos algumas experiências e dicas, fomos jantar juntos no trailer, demos umas voltas pelos bares por perto, bebemos umas geladas nos bares. Voltei novamente ao hotel pra tomar um banho e me arrumar pra curtir um pouco da noitada do sábado. Fui ao Pub Taverna, que faz parte do hotel. Todo temático em medieval, rolou rock a noite toda, me diverti bastante, não bebi muito até porque de manhã tenho que agitar pra pegar estrada, sai praticamente quando acabou, procurei algo pra comer e depois descansar um pouco.
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