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cleverson80
Suzuki J. Toledo enfrenta forte crise, várias concessionárias da marca fecharam as portas
Confira entrevista realizada com o diretor da J. Toledo Brasil...

No dia 31/08, a J. Toledo anunciou a vinda de um novo modelo de baixa cilindrada, é a GSR 125CC.
RockRiders.com.br chegou a pensar que o novo modelo que o Brasil receberia da Suzuki fosse a nova V-Strom 650, mas ainda não se tem notícias de quando essa moto lançada há mais de um ano em vários países aportará no Brasil.
A Dafra e a Kasinski estão encostando nas vendas da Suzuki, é esperado que em poucas semanas, provavelmente agora em setembro/12, a Suzuki perca a terceira posição em vendas no mercado brasileiro. De 2008 para cá, várias concessionárias Suzuki fecharam as portas, o número de concessionárias passou de 300 para 230, isto é, quase 25% de diminuição da rede autorizada em menos de quatro anos.
A Suzuki tem diversas motos de média e alta cilindrada de qualidade e competitivas, mas, J. Toledo não pensa em investir em novas mídias para frisar isso ao mercado. Com as dificuldades de aprovação de crédito, as motos de baixa cilindrada tem queda nas vendas, resultado: a Suzuki no Brasil está dada a sorte nas mãos da administração da J. Toledo.
Confira entrevista dada pelo João Augusto de Toledo (foto acima), diretor da J. Toledo, ao jornalista Mário Curcio do Automotive Business no dia 31/08/2012.
A Suzuki já deu sinais de que quer assumir a operação de motos no Brasil no lugar da J. Toledo, a exemplo do que fez a Harley-Davidson com o Grupo Izzo?
João Augusto - Não. Para a Suzuki é interessante ter a J. Toledo e o Souza Ramos (Eduardo, por trás da importação de carros e da futura fábrica do Jimny em Goiás) porque essas coisas no Brasil envolvem risco.
A Dafra encostou na Suzuki em emplacamentos e a Kasinski também vem puxando para baixo a participação de vocês. A J. Toledo não pretende fazer alguma campanha forte na mídia para ressaltar a tradição da marca Suzuki e atrair os consumidores? (Nota da redação: no acumulado até julho a marca era a terceira colocada no País, com pequena vantagem de 798 motos sobre a Dafra, mas esta baixou a diferença para 198 unidades na primeira quinzena de agosto e deve subir de posição no ranking com o fechamento do mês.)
JA - O que temos usado como estratégia há algumas semanas são bônus de R$ 500 para a Intruder 125 e o Burgman 125 e de R$ 1 mil para a Yes 125 e a GSR 150i. A tecnologia e a qualidade Suzuki também fazem parte de nossa estratégia.
Com a dificuldade de aprovação de crediário, as concessionárias têm feito ações específicas para a venda de consórcio?
JA – Este é sempre um caminho natural quando uma ficha não é aprovada, mas com os bônus conseguimos reduzir as prestações do financiamento e atrair clientes de outras marcas.
Muitas revendas Suzuki fecharam de 2009 para cá?
JA – Sim. Vivemos nossa pior fase (na transição do primeiro para o segundo semestre de 2011) quando o estoque do Burgman 125 antigo acabou, o novo ainda não estava pronto e também não tínhamos a GSR 150i. Algumas concessionárias fecharam, mudaram de bandeira. (De acordo com o gerente comercial, Juliano Barro, a rede encolheu de aproximadamente 300 concessionárias em 2008 para 230 atualmente.)
A Suzuki apresentou no exterior uma moto urbana de 250 cc (Inazuma) semelhante às já vendidas aqui. Quando ela chega ao Brasil? Em seis meses, um ano?
JA - Ainda não sabemos. Eu quero trazer a moto, mas a Suzuki não lança um produto aqui antes que esteja em vários mercados.
Fonte: RockRiders.com.br, com entrevista da Automotive Business.