Eu entendo o lado das marcas, mas não adianta vir pro Brasil querendo ter um payback de 10 anos, o primeiro dolar de lucro vem em 20 anos, tem que ter muita grana pra investir, muita paciência para ter uma marca consolidada, jogar com esse governo não é fácil, as importações, a mão de obra, os impostos, a estrutura legal e administrativa, tudo isso entra na composição do preço final ao consumidor. E se quiser adicionar o lucro no primeiro preço, esqueça, a qualidade de produto será afetada e vai acontecer o que acontece com todas as outras que tentam.
Se eu fosse começar um negócio, começaria com quatro modelos somente, dois 150, dois 250, um trail e um street de cada, peças de reposição garantidas por pelo menos 10 anos, se não nem começa, e um projeto de motor feito do zero, confiável, robusto e feito para não quebrar, a fabricante tem que pensar em ter um cliente com grana, revisões em CC's com preços tabelados, iguais, iguais, iguais as mecânicas de bairro, padrão de CC sem muito luxo um local de presença forte, mas sem fru fru nehum, equipe de atendimento que entenda de mecânica, principalmente os vendedores. Se não for assim, qualquer fabricante nova vira um saco de peças qualquer.
Sobre a Bolt, muita beleza, mas que custom é essa sem motor V2, quem desenhou o projeto ao menos entende de moto? Isso é o que um motor de strada mexido, como de padrão da marca?
Podem até vender, mas quem vai comprar o conceito de custom tem que ser muito juca.
Ao meu ver, claro.






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